quinta-feira, 5 de novembro de 2009

LENINE E O MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO DA PRIMEIRA FASE DO MORDENISMO BRASILEIRO










Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, conhecido apenas como Lenine, (Recife, 2 de fevereiro de 1959) é um cantor, compositor, arranjador e músico brasileiro.


Biografia

Filho de um velho comunista e de uma católica praticante, criou-se porém uma espécie de détente na família. Até os 8 anos, os filhos eram obrigados a ir à missa com a mãe. Depois disso, ficavam por conta do pai: Marx era leitura obrigatória. Aos domingos, ouvia-se música de todo tipo - canções napolitanas, música alemã, música folclórica russa, Glenn Miller, Tchaikovsky, Chopin, Gil Evans, e mais tarde, Hermeto Pascoal e os tropicalistas.

Foi para o Rio de Janeiro no final dos anos 1970, pois naquela época havia pouco espaço ou recursos para música em Recife. Morou com alguns amigos, compositores. Dividiram por algum tempo um apartamento na Urca, depois uma casinha numa vila em Botafogo, famosa por ter sido moradia de Macalé e Sônia Braga. Depois foram para Santa Teresa.

Lenine teve seu som gravado por Elba Ramalho, sendo ela a primeira cantora de sucesso nacional a gravar uma música sua. Depois vieram Fernanda Abreu, O Rappa, Milton Nascimento, Maria Rita, Maria Bethânia e muitos outros.

Produziu "Segundo" de Maria Rita, "De uns tempos pra cá" de Chico César, "Lonji" de Tcheka, cantor e compositor do Cabo Verde, e "Ponto Enredo" de Pedro Luis e a Parede.

Trabalhou em televisão com os diretores Guel Arraes e Jorge Furtado. Para eles, fez a direção musical de "Caramuru, a Invenção do Brasil" que depois de minissérie, virou um longa-metragem. Participou também da direção do musical de "Cambaio", musical de João Falcão e Adriana Falcão, baseado em canções de Chico Buarque e Edu Lobo.

Em 2005, Lenine ganhou dois prêmios Grammy Latino: um pelo melhor disco de música brasileira contemporânea e outro pela melhor canção brasileira. É torcedor fanático do Sport Club do Recife.

Trilhas Sonoras

Esse ano, Lenine está com a música Martelo Bigorna na trilha sonora da novela da Rede Globo, Caminho das Índias, sendo tema da vilã principal, a psicopata Yvone, interpretada por Letícia Sabatella.

Jack Soul Brasileiro

Thaeme Mariôto

Jack Soul Brasileiro

E que som do pandeiro

É certeiro e tem direção

Já que subi nesse ringue

E o país do swing

É o país da contradição...



Eu canto pro rei da levada

Na lei da embolada

Na língua da percussão

A dança mugango dengo

A ginga do mambolengo

Charme dessa nação...



Quem foi?

Que fez o samba embolar?

Quem foi?

Que fez o côco sambar?

Quem foi?

Que fez a ema gemer na bôa?

Quem foi?

Que fez do côco um cocar?

Quem foi?

Que deixou um ôco no lugar?

Quem foi?

Que fez do sapo


Tião! Oi!

Fosse? Fui!

Comprasse? Comprei!

Pagasse? Paguei!

Me diz quanto foi?

Foi 500 réis...



Eu só ponho BEBOP no meu samba

Quando o tio Sam

Pegar no tamburim

Quando ele pegar

E no pandeiro e no zabumba

Quando ele entender

Que o samba não é rumba

Aí eu vou misturar

Miami com Copacabana

Chiclete eu misturo com banana

E o meu samba, e o meu samba

Vai ficar assim...



Ah! ema gemeu...(5x)

Aaaaah ema gemeu!



 
 
 





Revista Antropofagia (1928-1929)


Contou com duas fases (dentições): a primeira com 10 números (1928 e 1929) direção Antônio Alcântara Machado e gerência de Raul Bopp; a segunda foi publicada semanalmente em 16 números no jornal Diário de São Paulo (1929) e seu “açougueiro” (secretário) era Geraldo Ferraz. É uma nova etapa do nacionalismo Pau-Brasil e resposta ao grupo Verde-amarelismo. A origem do nome movimento esta na tela “Abaporu” de Tarsila do Amaral.

1ª fase - inicia-se com o polêmico manifesto de Oswald e conta com Alcântara Machado, Mário de Andrade (2º número publicou um capítulo de Macunaíma), Carlos Drummons (3º número publicou a poesia “No meio do vaminho”); além de desenhos de Tarsila, artigos em favor da língua tupi de Plínio Salgado e poesias de Guilherme de Almeida.

2ª fase - mais definida ideologicamente, com ruptura de Oswald e Mário de Andrade. Estão nessa segunda fase Oswald, Bopp, Geraldo Ferraz, Oswaldo Costa, Tarsila, Patrícia Galvão (Pagu). Os alvos das críticas (mordidas) são Mário de Andrade, Alcântara Machado, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia e Plínio Salgado.

“SÓ A ANTROPOFAGIA nos une, Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. / Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. / De todos os tratados de paz. / Tupi or not tupi, that is the question.” (Manifesto Antropófago)

“A nossa independência ainda não fo proclamada. Frase típica de D. João VI: — Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.” (Revista de Antropofagia, nº 1)





Primeira fase Modernista no Brasil (1922-1930)

Caracteriza-se por ser uma tentativa de definir e marcar posições. Período rico em manifestos e revistas de vida efêmera.

Um mês depois da SAM, a política vive dois momentos importantes: eleições para Presidência da República e congresso (RJ) para fundação do Partido Comunista do Brasil. Ainda no campo da política, surge em 1926 o Partido Democrático que teve entre seus fundadores Mário de Andrade.

É a fase mais radical justamente em conseqüência da necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Caráter anárquico e forte sentido destruidor.

Principais autores desta fase: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.

Características

• busca do moderno, original e polêmico

• nacionalismo em suas múltiplas facetas

• volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro

• “língua brasileira” - falada pelo povo nas ruas

• paródias - tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras

A postura nacionalista apresenta-se em duas vertentes:

• nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade, identificado politicamente com as esquerdas.

• nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes de extrema direita.






Primeira fase Modernista no Brasil (1922-1930)


Caracteriza-se por ser uma tentativa de definir e marcar posições. Período rico em manifestos e revistas de vida efêmera.

Um mês depois da SAM9s, a política vive dois momentos importantes: eleições para Presidência da República e congresso (RJ) para fundação do Partido Comunista do Brasil. Ainda no campo da política, surge em 1926 o Partido Democrático que teve entre seus fundadores Mário de Andrade.

É a fase mais radical justamente em conseqüência da necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Caráter anárquico e forte sentido destruidor.

Principais autores desta fase: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.

Características

• busca do moderno, original e polêmico

• nacionalismo em suas múltiplas facetas

• volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro

• “língua brasileira” - falada pelo povo nas ruas

• paródias - tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras

A postura nacionalista apresenta-se em duas vertentes:

• nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade, identificado politicamente com as esquerdas.

• nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes de extrema direita.


ANALISANDO A INTERTEXTUALIDADE ENTRE A CANÇÃO DE LENINE "JACKSOULBRASILEIRO" E O MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO



EXISTE UMA INTERTEXTUALIDADE MUITO INTENSA ENTRE A CANÇÃO E O MOVIMENTO....COMEÇANDO PELO TÍTULO DA CANÇÃO "JACKSOUL BRASILEIRO"...PERCEBEMOS DOIS NOMES ESTRANGEIROS DA LÍNGUA INGLESA ..."JACK ...NOME PRÓPRIO E DESIGNAÇÃO PARA DEFINIR A MALANDRAGEM AMERICANA E SOUL ...(ALMA) JUNTANDO OS DOIS ABRASILEIRADO TEMOS "JÁ QUE SOU BRASILEIRO"...ESSE TÍTULO DEMOSNTRA CARACTERÍSTICAS ANTROPOFÁGICAS ...A QUAL FUNDE-SE LÍNGUAS DIFERENTES ...DANDO ORIGEM A UMA NOVA LEITURA ..MAS COM SENTIDO CULTURAL PARA NÓS....


A LETRA DA CANÇÃO TRANSCORRE FAZENDO INTERAÇÕES E FUSÕES ENTRE DUAS CULTURAS DISTINTAS ....TAL COMO O TRECHO A SEGUIR:


Eu só ponho BEBOP no meu samba


Quando o tio Sam

Pegar no tamburim

Quando ele pegar

E no pandeiro e no zabumba

Quando ele entender

Que o samba não é rumba

Aí eu vou misturar

Miami com Copacabana

Chiclete eu misturo com banana


E o meu samba, e o meu samba

Vai ficar assim...


O TRECHO TODO RESSALTA A MISTURA DE RITMOS ...TRANSFORMANDO EM UM NOVO ..".BRASILEIRO "....A SENSAÇÃO DE MISTURA CAUSA A IMPRESSÃO QUE FOI ADQUIRIDO UM CONHECEIDO E TRANSFORMADO EM OUTRO TOTALMENTE DIFERENTE
MAS COM TRAÇOS DE ORIGEM DAS DUAS CULTURAS...POIS O MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO FOI UM MOVIMENTO EM QUE PREGAVA A ABSORÇÃO DE CULTURAS E CRIAÇÃO ATRAVÉS DESSAS EM OUTRAS COMPLETAMENTE NOVAS...


NOTA: A Antropofagia ....surgiu de povos canibais que comiam partes de seus inimigos para absorver os conhecimentos dos mesmos......

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