sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O QUE HÁ EM COMUM ENTRE FANTASMA DA ÓPERA E DOM CASMURRO

AMBAS AS OBRAS POSSUEM ...TRIÂNGULO AMOROSO ...LOUCURA DA PARTE UMA PERSONAGENS (ERIK EM PHANTON OF THE ÓPERA...E BENTINHO EM DOM CASMURRO)...E A DÚVIDA ...( SOBRE A TRAIÇÃO DE CAPITU...E O SUPOSTO ENCONTRO ENTRE ERIK E CRISTINE APÓS O ENLACE DELA COM RAUL...!!!

VÍDEO DO FILME DOM...BASEADO NA OBRA DOM CASMURRO



Sinopse

Bento (Marcos Palmeira) é um homem cujos pais, apreciadores de Machado de Assis, resolveram batizá-lo com este nome em homenagem ao personagem homônimo do livro "Dom Casmurro". Tantas vezes foi justificada a razão da homenagem que Bento cresceu com a idéia fixa de que seria o próprio personagem e destinado a viver, exatamente, aquela história. Até chamava sua amiga de infância no Rio de Janeiro, Ana (Maria Fernanda Cândido), de Capitu. Seus amigos, conhecedores do seu sentimento de predestinação, lhe apelidaram de Dom. Bento e Ana separaram-se quando a família do menino mudou-se para São Paulo. Já adulto, Bento foi trabalhar como engenheiro de produção e vinha freqüentemente ao Rio. É lá que Dom reencontra a sua Capitu e dali renasce o romance da infância, só que, agora, avassalador.

DOM CASMURRO -PEQUENO RESUMO

Dom Casmurro Bentinho, chamado de Dom Casmurro por um rapaz deseu bairro, decide atar as duas pontas de sua vida . A partir daí, inicia acontar sua história (importante salientar esse detalhe !!!! É Bentinho que nosnarra sua vida).Morando em Matacavalos com sua mãe Dona. Glória,viúva , José Dias o agregado, Tio Cosme advogado e viúvo e prima Justina (viúva) , Bentinho possuía uma vizinha que conviveu como"irmã-namorada" dele , Capitolina - a Capitu . Seu projeto de vida era claro, sua mãe havia feito uma promessa, em que Bentinho iria para um seminário e tornar-se-ia um padre . Cumprindo a promessa Bentinho vai para  o seminário, mas sempre desejando sair, pois se tornando padre não poderia casarcom Capitu . José Dias, que sempre foi contra ao namoro dos dois, é quem consegue retirar Bentinho do seminário, convencendo Dona Glória que o jovem deveriair estudar no exterior, José Dias era fascinado por direito e pelos estudos no exterior. Quando retorna do exterior, Bentinho consegue casar com Capitu edesde os tempos de seminário havia fundamentado amizade com Escobar que agoraestava casado e sempre foi o amigo íntimo do casal. Nasce o filho de Capitu, Ezequiel. Escobar, o amigo íntimo, falece e durante o seu velório Bentinho percebe que Capitu não chorava, mas aguçava um sentimento fortíssimo. A partir desse momento começa o drama de Bentinho. Ele percebe que o seu filho (?) era a cara de Escobar e ele já havia encontrado, às vezes, Capitu e Escobar sozinhos em sua casa. Embora confiasse no amigo, que era casado e tinha até filha, desespero de Bentinho é imenso. Vão para Europa e Bentinho depois de um tempo volta para o Brasil . Capitu escreve-lhe cartas, a essa altura, a mãe de Bentinho já havia morrido, assim como José Dias. Ezequiel um dia vem visitar opai e conta da morte da mãe. Pouco tempo depois, Ezequiel também morre, mas a única coisa que não morre no romance é Bentinho e sua dúvida .Análise num pequeno comentário :Os olhos oblíquos e dissimulados de Capitú demonstram as duas pontas da história da vida de Bentinho: seu primeiro beijo na amada ocorre mediante a percepção daqueles belíssimos olhos de ressaca e seu drama é, justamente, a percepção no velório dos mesmos olhos de Capitú. Ainda na infância coligada com Capitú também contribui para a afirmação de Bentinho,pois ela sempre esteve com o espírito de dissimulação que o deixava abismado nos momentos que ela conseguia enganar o próprio pai , o velho Pádua.Dom Casmurro é um livro complexo e cada leitura origina uma nova interpretação. Segundo Fábio Lucas, prefacionista de uma das edições de Dom Casmurro: "É a triangulação ideal que traduz a certeza de uma consciência conturbada , a de Bentinho (cujo nome - Bento Santiago - Santo representa Bem e Iago no drama Othello é a consciência perversa, ou seja, afusão entra o bem e o mal), e resulta, para o destinatário de seu discurso mesclado de objetividade e de ressentimento (subjetivismo), numa ambigüidade insolúvel".Machadode Assis faz em Dom Casmurro um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria umnarrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não conseguedecidir-se se ele está mentindo ou não.. E aquela famosa pergunta que é a trilogia doromance, não só entre os brasileiros, mas também como os estudiosos do livro de outros países: Teria sido Capitu culpada de adultério?

MACHADO DE ASSIS







Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
  
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
  
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender.  Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.
 
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.

Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre.  Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.

Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) e Jornal das Famílias.
 
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.  No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época, passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura esposa, Faustino Xavier de Novais.
 
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
 
Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.

Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.

Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um  casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.

Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.
 
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872.  Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
 
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.

Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.

Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.

Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
 
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).

Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889.

Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.

É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.
Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.
Dizem os críticos que Machado era "urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. ... A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.  ...  Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos....




BIBLIOGRAFIA:
Comédia
Desencantos, 1861.
Tu, só tu, puro amor, 1881.

Poesia
Crisálidas, 1864.
Falenas, 1870.
Americanas, 1875.
Poesias completas, 1901.

Romance
Ressurreição, 1872.
A mão e a luva, 1874.
Helena, 1876.
Iaiá Garcia, 1878.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Esaú Jacó, 1904.
Memorial de Aires, 1908.

Conto:
Contos Fluminenses,1870.
Histórias da meia-noite, 1873.
Papéis avulsos, 1882.
Histórias sem data, 1884.
Várias histórias, 1896.
Páginas recolhidas, 1899.
Relíquias de casa velha, 1906.

Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
Hoje avental, amanhã luva, 1861.
O caminho da porta, 1862.
O protocolo, 1862.
Quase ministro, 1863.
Os deuses de casaca, 1865.
Tu, só tu, puro amor, 1881.

Algumas obras póstumas
Crítica, 1910.
Teatro coligido, 1910.
Outras relíquias, 1921.
Correspondência, 1932.
A semana, 1914/1937.
Páginas escolhidas, 1921.
Novas relíquias, 1932.
Crônicas, 1937.
Contos Fluminenses - 2º. volume, 1937.
Crítica literária, 1937.
Crítica teatral, 1937.
Histórias românticas, 1937.
Páginas esquecidas, 1939.
Casa velha, 1944.
Diálogos e reflexões de um relojoeiro, 1956.
Crônicas de Lélio, 1958.
Conto de escola, 2002.

Antologias
Obras completas (31 volumes), 1936.
Contos e crônicas, 1958.
Contos esparsos, 1966.
Contos: Uma Antologia (02 volumes), 1998

Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes.
Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão.


VÍDEOS DO FILME "PHANTON OF THE OPERA.." COM GERARD BUTLER






Le Fantôme de l'Opéra (O fantasma da ópera em português) é uma novela francesa escrita por Gaston Leroux, inspirada na novela Trilby de George du Maurier. Publicada em 1910 pela primeira vez, foi desde então adaptada inúmeras vezes para o cinema e atuações de teatro, atingindo o seu auge ao ser adaptada para a Broadway, por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O espectáculo bateu o recorde de permanência na Broadway (superando Cats), e continua em palco até hoje desde a estréia em 1986. É o musical mais visto de sempre, visto por mais 100 milhões de pessoas, e também a produção de entretenimento com mais sucesso que alguma vez existiu, fazendo 5 biliões de dólares.

Le Fantôme de l'Opéra foi inúmeras vezes traduzido para o português do Brasil, sendo que as versões mais difundidas são das editoras Ediouro e Ática. A preferência por essas versões devem-se à maior fidelidade à história originalmente criada por Gaston Leroux. Em Portugal, "O Fantasma da Ópera" foi traduzido e publicado pela editora Bico de Pena.

O ENREDO


O fantasma da ópera é considerada por muitos uma novela gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia. Na novela original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, em Paris, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O Fantasma chantageia os dois administradores da Ópera, exigindo que continuem lhe pagando um salário de 20 mil francos mensais e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as atuações.

Entretanto, a jovem inexperiente bailarina (e mais tarde cantora) Christine Daaé, acreditando ser guiada por um "Anjo da Música", supostamente enviado pelo seu pai após a sua morte, consegue subitamente alguma proeminência nos palcos da ópera quando é confrontada a substituir Carlotta, a arrogante Diva do espectáculo. Christine conquista os corações da audiência na sua primeira atuação, incluindo o do seu amor de infância e também patrocinador do teatro, Visconde Raoul de Chagny.

Erik, o Fantasma, não gosta da relação entre Christine e Raoul e a leva ao seu "mundo" subterrâneo que Christine considera um lugar frio e sombrio. Ela percebe que o seu "Anjo da Música" é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera. Descobre então que o Fantasma é fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua deformidade. Ao olhar para a sua verdadeira imagem, Christine entra em choque. O Fantasma decide prendê-la no seu mundo, e diz que somente a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar por vontade própria.

Christine enfrenta uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma. Ela decide se casar com Raoul em segredo e fugir de Paris e do alcance do Fantasma. No entanto, o seu plano é descoberto e durante uma atuação da Ópera "Fausto" de Charles Gounod, Christine é raptada do palco e levada para os labirintos embaixo da Ópera. Nos aposentos do Fantasma, ocorre o confronto final entre Christine, o Fantasma e o Visconde Raoul de Chagny, que é levado até lá pelo Persa, através dos subterrâneos da Ópera, passando pela câmara dos súplicios, onde ambos quase acabam por enlouquecer e enforcar-se com o "Laço de Punjab" (espécie de cordão feito de tripas de gato, que o Fantasma usava para matar). Christine é forçada a escolher entre o Fantasma e Raoul. Christine escolhe o Fantasma, com o intuito de salvar a vida das pessoas da Ópera, pois o Fantasma ameaçou destruir a Opera de Paris, colocando muitas vidas em risco se Christine escolher ficar com Raoul. O Persa e Raoul, ainda presos na câmara dos suplícios, são salvos pela dedicação de Christine, que concorda em ser a esposa viva de Erik se ele os tirasse de lá (ela havia tentado se matar no dia anterior). Erik leva o Persa de volta para sua casa, mas mantém Raoul como refém e o encarcera no local mais longínquo dos subterrâneos da ópera. Quando Erik retorna para Christine, ela o está esperando como uma verdadeira noiva; ele então se atreve a dar-lhe um beijo na testa, o qual ela aceita sem rejeitá-lo ou demonstrar horror. Esse ato tão simples trouxe uma alegria imensa a Erik, que pela primeira vez na vida foi tratado como uma pessoa comum. Os dois começam a chorar e Erik diz a Christine que ela pode ir embora e se casar com Raoul, o homem que ela ama, e que ele, Erik, não passava de um cachorro aos seus pés, pronto para morrer por ela. A única coisa que ele pede é que, quando morrer, ela o enterre junto com o anel que lhe havia dado. Christine e Raoul vão embora e nunca mais são vistos. Erik morre três semanas depois. O anúncio de sua morte foi feito pelo Persa em um jornal. Anos mais tarde, um esqueleto é encontrado nos subterrâneos da ópera e, junto ao esqueleto, havia um anel de ouro, o mesmo que Erik havia dado a Christine, indicando que ela cumpriu sua promessa.

BRANDOM LEE ..E A MISTERIOSA MORTE DELE NAS FILMAGENS EM (THE REVAN) "O CORVO...DE POE




BRANDO LEE E A MISTERIOSA MORTE DELE....EM UMA DAS CENAS...




A morte de Brandon Lee



A realização deste filme foi marcada pela morte de Brandon Lee, filho de Bruce Lee. Uma das cenas rodadas para o filme requeria que uma arma fosse carregada, engatilhada e apontada para a câmera mas, por causa da curta distância do take, a munição carregada era de verdade mas sem pólvora. Após a realização desta cena, o assistente do armeiro (não o armeiro, que já havia deixado o set) limpou a arma para retirar as cápsulas, derrubando um dos projéteis no cano. A cena seguinte a ser filmada envolvendo aquela arma era o estupro de Shelly, sendo que a arma foi carregada com festim (que normalmente tem duas ou três vezes mais pólvora do que um projétil normal, para fazer um barulho alto). Lee entrou no set carregando uma sacola de supermercado contendo um saco de sangue explosivo. No roteiro constava que Funboy deveria atirar em Eric Draven quando ele entrasse na sala, estourando o saco de sangue. O projétil que estava preso no cano foi disparado em Lee através da sacola que ele carregava, matando-o. Os negativos com a filmagem de sua morte foram destruídos sem nunca terem sido revelados

VÍDEO DO FILME "O CORVO" (THE RAVEN)....ALLAN POE..COM O ATOR BRANDON LEE



O Corvo, Edgar Allan Poe (pesia)

O Corvo

(tradução de Fernando Pessoa)

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P’ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
“É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais”.

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
“Senhor”, eu disse, “ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi…” E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
“Por certo”, disse eu, “aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.”
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
“É o vento, e nada mais.”

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
“Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome “Nunca mais”.

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, “Amigo, sonhos – mortais
Todos – todos já se foram. Amanhão também te vais”.
Disse o corvo, “Nunca mais”.

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
“Por certo”, disse eu, “são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp’rança de seu canto cheio de ais
Era este “Nunca mais”.

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu’ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele “Nunca mais”.

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
“Maldito!”, a mim disse, “deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Édem de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!”, eu disse. “Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á… nunca mais!

POESIA TRANSFORMADA EM FILME....

UM DOS FILMES MAIS ASSISTIDOS E INTRIGANTES .....PELO FATO DE ENFATIZAR O SOBRENATURAL E A MORTE DO ATOR PRINCIPAL...EM UMA DAS FILMAGENS...


ENREDO:

Enredo

Eric Draven e sua noiva Shelly são brutalmente assassinados na Noite do Demônio (Devil's Night), a noite que precede o Halloween. Um ano depois, Eric volta do mundo dos mortos guiado por um corvo. Inicialmente sem lembranças do ocorrido, volta ao seu antigo loft onde recobra as memórias e a dor da morte. Eric pinta em seu rosto os traços de um palhaço feliz e distorcido e inicia uma caçada para vingar-se de seus assassinos.

Os bandidos são mortos um a um, até que Eric, com o auxílio do sargento Albrecht, se encontra com o maior criminoso da cidade, Top Dollar e a sua irmã, que entretanto conseguiu apanhar o corvo. Ela descobriu que o sofrimento do corvo (pássaro) seria transposto para Eric, colocando assim a sua imortalidade em perigo.


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EDGARD ALLAN POE

Edgard Allan Poe



Nasceu em Boston, 1809.Ficou órfão aos dois anos.Foi criado por pais adotivos, que o enviaram a Inglaterra para estudar.De volta ao Estados Unidos, freqüentou a Academia de West Point, de onde foi expulso por indisciplina.Entregou-se ao jogo e à bebida e acabou rompendo relações com o pai adotivo. Abandona a casa depois da morte da Sra. \allan, que o adotara. Trabalhou em jornais e revistas.Casou-se muito cedo, mas perdeu logo a jovem esposa, a quem amava intensamente. A partir daí, bebe cada vez mais.Finalmente, sozinho, abandonado, morreu na rua, aos quarente e oito anos de idade. É considerado o mestre do terror. Criador do gênero policial, é um dos maisore nomes da literatura Universal..!!!







 OBRAS:

* A Dream (1827)


* A Dream Within a Dream (1827)

* Dreams (1827)

* Tamerlane (1827)

* Al Aaraaf (1829)

* Alone (1830)

* To Helen (1831)

* Israfel (1831)

* The City in the Sea (1831)

* To One in Paradise (1834)

* The Conqueror Worm (1837)

* The Narrative of Arthur Gordon Pym (1838)

* Silence (1840)

* A Descent Into the Maelstrom (1841)

* Tell Tale Heart (1843)

* Lenore (1843)

* The Black Cat (1843)

* Dreamland (1844)

* The Purloined Letter (1844)

* The Divine Right of Kings (1845)

* The Raven (1845)

* The Philosophy Of Composition

* Ulalume (1847)

* Eureka (1848)

* Annabel Lee (1849)

* The Bells (1849)

* Eldorado (1849)

* Eulalie (1850)

* The Valley Of The Unrest

* Bridal Ballad

* The Sleeper

* The Coliseum

* Sonnet:To Zante

* To One In Paradise

* The Haunted Palace

* Romance

* FairyLand

* Song

* To F-

* To -

* To F-s S.O-d

* To The River-

* The Lake.To-

* The Bells

* A Valentine

* An Enigma

* To --

* To M.L.S.-

* To My Mother

* For Annie

* The pit and the pendulum (1842)

* William Wilson (1839)

* Berenice (conto)

* Morella (conto)

* The Oblong Box /A Caixa Oblonga (conto)

* The Man Of The Crowd/O Homem da Multidão (conto)

* The Imp of The Preverse (conto)

* The Fall of The House Of Husher (conto)

* The Assignation (conto)

* The Oval Portrait (conto)

* The King Pest (conto)

* The Gold-Bug (conto)

* Ms.Found In a Bottle (conto)

* The Balloon Hoax (conto)

* Metzengerstein (conto)

* Ligeia (conto)

* The Mask Of The Red Death (conto)

* The Cask Of Amontillado (conto)

* "Thou Art The Man" (conto)

* The Spectacles (conto)

* The Murders In The Rue Morgue (conto)

* The Mistery Of Marie Roget (conto)

* The Premature Burial (conto)

* A Tale Of The Ragged Mountains (conto)

* The Domain Of Arnheim (conto)

* Landor's Cottage (conto)

* The Island Of The Fay (conto)

* The Colloquy Of Monos And Una (conto)

* The Conversation Of Eiros And Charmion (conto)

* Hop-Frog (conto)

* The Facts In The Case Of Mr.Valdemar (conto)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ASPECTOS LÍNGÜÍSTICOS QUE AJUDAM NA COMUNICAÇÃO

Na lingüística temos dois mundos: o mundo narrado....e comentado..Para distinguir um do outro basta saber os tempos verbais e saparar por mundo.
Verbos conjugados nos tempos pretérito(perfeito..imperfeito..mais que perfeito) e presente do INDICATIVO.. pertencem ao mundo narrado ...verbos no infinitivo...futuros(simples...futuro do pretérito) e todos do subjuntivo são mundo comentado...

o significado dos dois mundos na comunicação é a veracidade da ação comunicativa entre um interlocutor para o ouvinte.. ou seja ..se o interlocutor conjugar verbos do mundo narrado significa que as palavras deles são verdadeiras...mas se usar verbos do mundo comentado ..a ação comunicativa..não é verossímel...!!!

NOTA: OBSERVE OS EXEMPLOS A SEGUIR:

DISCURSO DE POLÍTICO: "EU FAREI OBRAS EM SÃO PAULO PARA MELHORAR A VIDA DO TRABALHADOR...as palavras em itálico são verbos indicando ações no futuro simples .e infinitivo..que indicam uma ação pouco provável de acontecer...portanto essa frase está no MUNDO COMENTADO (não verossímel)...


O MESMO EXEMPLO NO MUNDO NARRADO..."EU FIZ AS OBRAS EM SÃO PAULO QUE MELHOROU A VIDA DO TRABALHADOR...nota-se que os verbos conjugados no passado dão veracidade na frase pelo fato do interlocutor está citando o que fez...fazendo com que o ouvinte lembre-se de fatos já consumados..os quais dão credibilidade ao interlocutor...


SABER SOBRE ESSES ASPECTOS EM UMA AÇÃO COMUNICATIVA É MUITO IMPORTANTE PARA ARGUMENTOS DE CONVENCIMENTO ...E NA COMUNICAÇÃO DE UM MODO GERAL.

AMAZING HISTORIES BY LADY RUDGEN


O CONTO DO CEMITÉRIO








UM JOVEM RAPAZ CUJO NOME DE ANJO ....RAFAEL....TINHA UMA VIDA NORMAL ...COMO QUALQUER ADOLESCÊNTE DA IDADE DELE....ESTUDAVA..TRABALHAVA COM O PAI ...NO MERCADO...E NAS HORAS VAGAS SE DIVERTIA COM AMIGOS ...GOSTAVA DE DANÇAR ...IR A BALADAS ...UM JOVEM 18 DE ANOS COMO OUTRO QUALQUER....







TODAS AS MANHÃS ELE IA À ESCOLA...ESTAVA TERMINANDO O TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO ...IA BEM NOS ESTUDOS...GOSTAVA MUITO DE MATÉRIAS RELACIONADAS COM HUMANAS....!!!PARA CHEGAR

NA ESCOLA EM QUE ESTUDAVA ...ELE PREFERIA CORTAR CAMINHO ...POR UM CEMITÉRIO PRÓXIMO DA CASA DELE,...ERA MAIS RÁPIDO .FAZIA EM MEIA HORA A PÉ....NO PERCURSO NORMAL LEVARIA UMA HORA DE ÔNIBUS...E ALÉM DO MAIS ELE ECONOMIZAVA....E ÀS VEZES GOSTAVA DE APRECIAR OS TÚMULOS .....E FOTOS DAS PESSOAS QUE JAZIAM...NAQUELE CEMITÉRIO ..ELE FICAVA IMAGINANDO COMO SERIA A VIDA DAS PESSOAS QUANDO VIVAS....FAZIA ISSO QUASE TODOS OS DIAS .....!!!MENOS AOS SÁBADOS E DOMINGOS!!!!.







COMO TODOS OS DIAS...DE MANHÃ ...CORTOU CAMINHO PELO CEMITÉRIO PARA CHEGAR MAIS RÁPIDO À ESCOLA.....ANDANDO ENTRE OS TÚMULOS ...COMO SEMPRE ...AVISTOU SENTADA EM UM BELO TÚMULO QUE HAVIA UMA ESTÁTUA DE UM ANJO EM BRONZE ...UMA MOÇA....JOVEM...COM CABELOS COMPRIDOS ...COM UM VESTIDO AZUL CELESTE ....ELE ACHOU ESTRANHO ..PORQUE AS VESTES DA MOÇA ERAM...ANTIGAS ....PORÉM ..NÃO SE PREOCUPOU MUITO COM ISSO ..PORQUE NA CONTEMPORÂNEIDADE TODOS SE VESTIAM COMO BEM  QUISESSEM....CHEGANDO MAIS PERTO PERCEBEU QUE A LINDA MOÇA PARECIA TRISTE ...PQ ESTAVA SENTADA DE CABEÇA BAIXA......!!!FICOU DIANTE DA MOÇA .....E PODE CONSTATAR QUE ELA ESTAVA TRISTE REALMENTE..........





“QUAL O SEU NOME MOÇA”.....???

“ANGELICA” ELA RESPONDEU SEM LEVANTAR O ROSTO!!!



“VC ESTÁ PERDIDA”??



“NÃO” .....ELA DISSE ..AINDA COM O ROSTO BAIXO E TRISTE..



RAFAEL NÃO SABIA O QUE FAZER ...SE FICAVA ALI....E TENTAVA AJUDAR AQUELA MOÇA....OU IA PARA A ESCOLA...POIS JÁ ESTAVA ATRASADO...



FOI ENTÃO QUE A BELA MOÇA DE NOME ANGÉLICA....LEVANTOU SEU ROSTO E FITOU RAFAEL.....E SORRIU.....!!!



ELE SE SENTIU ENCORAJADO A FICAR E SABER MAIS SOBRE ANGÉLICA...

SENTOU-SE JUNTO DELA...E PERGUNTOU O QUE ELA FAZIA POR ALI ...PQ NUNCA A TINHA VISTO .... E EM LUGAR NENHUM DA PEQUENA CIDADE DO INTERIR ...QUE MORAVA DESDE QUE NASCEU...!!!!



ELA RESPONDEU COM UMA PERGUNTA:”QUAL O SEU NOME?



“MEU NOME É RAFAEL” ....ELE RESPONDEU ESQUECENDO-SE DO QUE PERGUNTOU!!!



COMEÇARAM A CONVERSAR DESCONTRAIDAMENTE ...AMBOS SENTIAM-SE A VONTADE ....UM COM O OUTRO ...E COM ISSO RAFAEL FICOU HORAS PASSEANDO COM A MISTERIOSA ANGÉLICA PELO CEMITÉRIO AFORA...

ELE ESTAVA TÃO ATRAÍDO PELA MOÇA QUE O TEMPO PASSOU E NÃO LEMBROU DE PERGUNTAR NOVAMENTE AONDE A MOÇA MORAVA....OU O QUE ESTAVA FAZENDO ALI...





ELE OLHOU NO RELÓGIO ...ERA HORA DE IR PARA CASA ...ALMOÇAR E IR PARA O MERCADO AJUDAR SEU PAI!!!MAS ANTES DISSO ...PERGUNTOU A LINDA ANGÉLICA SE ...NÃO GOSTARIA QUE ELE A ACOMPANHASSE ATÉ SUA CASA.....!!!



“NÃO PRECISA ...MEU AMIGO...MORO BEM PERTINHO DAQUI”



ELE INSISTIU!!!



“NÃO PRECISA MESMO....COMO EU JÁ DISSE MORO BEM PERTINHO ...!!!”



ELE ESTAVA REALMENTE ATRASADO.....DESPEDIU-SE DELA ..E FOI ANDANDO .....OLHOU PARA TRÁS ...E NÃO A AVISTOU MAIS .....!!!





CHEGANDO EM CASA .....FICOU PENSANDO NA LINDA ANGÉLICA ...E DO QUE CONVERSARAM ......PARECIAM QUE JÁ A CONHECIA....!!!PERDIDO EM SEUS PENSAMENTOS.......VOLTOU A REALIDADE QUANDO A MÃE DELE O CHAMOU PARA O ALMOÇO!!!



RAFAEL FEZ AS SUAS ATIVIDADES CORRIQUEIRAS ...NO MERCADO ...VOLTOU PARA A CASA ..!!!! E LOGO MAIS A NOITE ....LIGOU PARA UM COLEGA DE CLASSE PARA SABER O QUE ACONTECEU NA AULA ....!!! E FOI DEITAR-SE.......!!!!!! EM SEUS DEVANEIOS ...ADORMECEU...E SONHOU COM A MOÇA DO CEMITÉRIO .......!!!!!ACORDOU ....DE MANHÃ ASSUSTADO PORQUE A IMAGEM DELA ...AINDA ESTAVA PRESENTE EM SUA CABEÇA.....





COMO DE COSTUME ....ARRUMOU-SE PARA IR À AULA...E CORTAR CAMINHO PELO CEMITÉRIO.......NAQUELE DIA ...NÃO ENCONTROU A MOÇA ......FOI DIRETO PARA A ESCOLA......E LÁ COMENTOU COM SEU MELHOR AMIGO RICARDO O QUE HAVIA ACONTECIDO NO DIA ANTERIOR QUE JUSTIFICOU SUA AUSÊNCIA....O AMIGO FICOU INTRIGADO ...E IMAGINOU QUE RAFAEL ESTAVA ESTAVA FICANDO MALUCO...E ASSIM PASSOU AQUELE DIA SEM NOVIDADES....





PASSOU UM MÊS DESDE O ENCONTRO DE RAFAEL E ANGÉLICA NO CEMITÉRIO...ELE NÃO A VIU MAIS ....E RESOLVEU PESQUISAR NA CIDADE SOBRE O PARADEIRO DA LINDA MOÇA DO CEMITÉRIO ..MAS NÃO OBTEVE SUCESSO ..PORQUE NINGUÉM HAVIA VISTO OU CONHECIA AQUELA MOÇA TÃO MISTERIOSA....OS DIAS FORAM PASSANDO E ELE NÃO ESQUECIA DELA....LEVAVA SUA VIDA COMO SEMPRE LEVOU ..MAS O ENCONTRO COM ANGÉLICA ESTAVA AINDA NÍTIDO NAS LEMBRANÇAS DELE...







PASSOU UM ANO APÓS O ENCONTRO....ELE NÃO MAIS CORTAVA CAMINHO PELO CAMITÉRIO PORQUE JÁ HAVIA TERMINADO OS ESTUDOS.....MAS ELE QUARDOU A DATA DAQUELE DIA...E RESOLVEU FAZER UMA VISITA AO CEMITÉRIO......ANDANDO PELAS RUAS ....QUE SEPARAVAM OS TÚMULOS ......CHEGOU AO LOCAL AONDE ESTAVA O TÚMULO COM A ESTÁTUA DE UM ANJO TODO EM BRONZE...AONDE HAVIA ENCONTRADO ANGÉLICA....ESTAVA VAZIO  ....COMO SEMPRE ....ANTES ELE NUNCA TINHA TIDO A CURIOSIDADE DE SABER DE QUEM ERA...O BELO TÚMULO....CHEGANDO BEM PERTO OBSERVOU QUE ERA ANTIGO....PELAS DATAS INSCRITAS ....TINHA UNS 200 ANOS ..MAIS OU MENOSS ...TINHA VÁRIAS FOTOS DE PESSOAS QUE JAZIAM ALI.....MUITAS MESMO ...QUANDO FOI INTERROPIDO COM UMA VOZ A SOAR EM SEUS OUVIDOS ...ERA FAMILIAR .....”ANGÉLICA” ...ELE OLHOU PARA TRÁS E VIU A MOÇA DIANTE DELE A SORRIR.....!!! ELA DESVIOU TODA A ATENÇÃO DELE.....EM UM LONGO ABRAÇO....!!!SENTARAM-SE NO TÚMULO ...E CONVERSARAM LONGAMENTE ....!!!





EM UM DETERMINADO MOMENTO ...ELA PERGUNTOU :”QUER SABER AONDE EU MORO?”



“ SIM ....ANDEI PESQUISANDO ...PELA CIDADE MAS NINGUÉM A CONHECE .....!!! COMEÇARAM A SURGIR PERGUNTAS NA CABEÇA DELE ..AGORA LÚCIDA ....!!!



“POR QUE APARECEU DE REPENTE DEPOIS DE UM ANO??? AONDE VC ESTAVA ANGÉLICA???"



ELA BAIXOU A CABEÇA ...SORRIU PARA ELE..PEGOU NAS MÃOS DELE....E RESPONDEU ...”ESTAVA ..FORA ...MAS SENTI SAUDADES DE TI...ENTÃO VOLTEI PARA CÁ ..PORQUE SABIA QUE IRIA TE ENCONTRAR NOVAMENTE....MAS PROMETO NÃO SUMIR MAIS ....SEMPRE ESTAREI AQUI ..PARA CONVERSARMOS ...AS RESPOSTAS QUE VC PROCURA SOBRE MIM ..VAI DESCOBRIR EM BREVE ..MAS TEM QUE CONFIAR EM MIM ..NA HORA CERTA SABERÁS”





ELE SE CONFORMOU COM O ARGUMENTO DE ANGÉLICA ....E NÃO PERGUNTOU MAIS NADA..PORQUE DESCOBRIU QUE SE APAIXONARA POR ELA...E A PAIXÃO O DEIXOU INERTE .....PARA ELE O QUE IMPORTAVA AGORA É QUE ANGÉLICA HAVIA APARECIDO E PROMETEU SEMPRE ESTAR JUNTO A ELE ..NÃO IMPORTAVA MAIS SABER SOBRE ELA....





COMBINARAM OS ENCONTROS ....!!! E ASSIM ACONTECEU DURANTE MESES.....!!!!!ELE MANTINHA O SEGREDO ...DOS ENCONTROS ...NEM PARA SEU MELHOR AMIGO OS RELATAVA......ESTAVA CADA VEZ MAIS APAIXONADO POR ANGÉLICA E ELA PARECECIA ESTAR TB POR ELE!!!!





ATÉ QUE UM DIA ELE FOI ..MAS ELA NÃO APARECEU......FICOU ESPERANDO .....ANSIOSO PELA PRESENÇA DELA....ELES SE ENCONTRAVAM SEMPRE ...NO LOCAL AONDE LOCALIZAVA O TÚMULO ....ENTÃO ELE RESOLVEU OBESERVAR MELHOR O LOCAL ....E REPAROU NAS FOTOS ....E FICOU APAVORADO QUANDO VIU A DE ANGÉLICA...NASCIDA EM 08/07/1877...E FALECIDA EM 02/11/1894...!!!!ELA FALECEU COM 17 ANOS ....MAIS APAVORADO ELE FICOU ..QUANDO OLHOU PARA TRÁS E VIU ANGÉLICA EM CARNE E OSSO.......ELE COMEÇOU A PASSAR MAL....E CAIU NO CHÃO DESFALECIDO....ANGÉLICA NÃO SAIU DO LUGAR DE ONDE ESTAVA ..E FICOU OBSERVANDO O RAPAZ DESMAIADO....!!!!QUANDO ELE ACORDOU...ELA ESTAVA AO LADO DELE...COM O ROSTO TERNO ....E MEIGO O FITAVA ...COM CARINHO ....ELE SE LEVANTOU ....OLHOU AO REDOR .. !!! ESTAVA HAVENDO UM FUNERAL ....ELA SEGURANDO AS MÃOS DELE ...RELUTAVA PARA QUE ELE NÃO FOSSE ASSISTIR AO ACONTECIMENTO....MAS ELA NÃO CONSEGUIU SEGURÁ-LO .....O JEITO FOI ACOMPANHÁ-LO,,,,!!! CHEGANDO BEM PERTO ...RAFAEL VIU SUA FAMÍLIA ...CHORANDO E MUITO TRISTES ....HAVIA MUITAS PESSOAS CONHECIDAS .....GENTE DA ESCOLA....SEU MELHOR AMIGO RICARDO TAMBÉM ESTAVAM LÁ ....CHEGOU MAIS PERTO ....E CONSTATOU QUE AS PESSOAS NÃO RESPODIAM ..SUAS PERGUNTAS SOBRE O MORTO...PARECIA QUE NÃO NOTAVAM SUA PRESENÇA E DE ANGÉLICA...!!! FOI ATÉ SUA FAMÍLIA O MESMO FATO ACONTECEU...!!!









ANGÉLICA O CHAMOU PARA IREM EMBORA DALI.....E FOI FEITO!!!!

RAFAEL ESTAVA CONFUSO ...ACHAVA QUE ESTAVA LOUCO...ELA COM TODA A DELICADEZA...SEGUROU AS MÃOS DELE ......E COMEÇOU A FALAR!!!!



“AQUELE FUNERAL FOI O SEU .....VC ESTÁ AGORA ENTRE OS DOIS MUNDOS ......OS DOS VIVOS E DOS MORTOS ......EU ESTAVA CONDENADA A VIVER SOZINHA ...PORQUE TIREI MINHA PRÓPRIA VIDA...MAS DEPOIS DE MUITO TEMPO ENCONTREI VOCÊ ..QUE DEMOSTROU AMOR POR MIM....E COM SEU AMOR ...FUI LIBERTA .....DESSA CONDENAÇÃO .....FOI SEU DESTINO .....PARTIR DAQUELE MUNDO ASSIM ....MAS O MEU NÃO ERA PARA SER COMO FOI.....AGORA POSSO DESCANSAR ...JUNTO COM UM AMOR QUE NUNCA TIVE ...”VC” RAFAEL ..!!!





ELE FICOU MUITO MAIS CONFUSO DO QUE ESTAVA..MAS AS LEMBRAÇAS VEIO À TONA...A FOTO DELA NO TÚMULO .....O DESMAIO ......E AS RESPOSTAS QUE ELE QUERIA SABER ...AGORA FORAM REVELADAS ...A MESMA ROUPA ..QUE ELA USAVA A CADA ENCONTRO E....E SOBRE DE AONDE MORAVA.....”O CEMITÉRIO”......SE CONFORMOU PORQUE ELE A AMAVA EM VIDA E A AMARIA MUITO MAIS ......ENQUANTO NO MUNDO DOS MORTOS E SE ELE A SALVOU DAQUELE MARTÍRIO ...DESCANSARIA COM ELA ....PARA TODO O SEMPRE.....!!!!





ATÉ OS DIAS DE HOJE ...NINGUÉM DAQUELA CIDADE SABE EXPLICAR ..O QUE HAVIA ACONTECIDO PARA AQUELE RAPAZ COM TANTO VIGOR....E MUITO O QUE VIVER ...PARA QUE TIVESSE MORRIDO DE UM ATAQUE DO CORAÇÃO EM PLENO CEMITÉRIO ....PARA ELES É UM MISTÉRIO ...QUE JAMAIS SERÁ REVELADO .............!!!!!!







“PARA O AMOR NÃO EXISTE FRONTEIRAS"......

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CARLOS DRUMOND DE ANDRADE E SUA OBRA POÉTICA "O ÁPORO"


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro.
Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo com os Jesuítas no colégio Anchieta. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.[1] Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas. isso tudo é verdade
Drummond e o Modernismo Brasileiro

Drummond, como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. Segue a libertação proposta por Mário de Andrade; com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Mário de Andrade.

Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estréias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade lingüística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirma Alfredo Bosi (1994).

Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer que a poesia de Carlos Drummond a partir da dialética "eu x mundo", desdobrando-se em três atitudes:

* Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica
* Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social
* Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica

Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame.

No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.
 Temas típicos da poesia de Drummond

* O Indivíduo: "um eu todo retorcido". O eu lírico na poesia de Drummond é complicado, torturado, estilhaçado. Vale ressaltar que o próprio autor já se definia no primeiro poema de seu primeiro livro (Alguma Poesia) como um gauche, ou seja, alguém desajeitado, deslocado, tímido, posição que marca presença em toda sua obra.
* A Terra Natal: a relação com o lugar de origem, que o indivíduo deixa para se formar.
* A Família: O indivíduo interroga, sem alegria e sem sentimentalismo, a estranha realidade familiar, a família que existe nele próprio.
* Os Amigos: "cantar de amigos" (título que parafraseia com as Cantigas de Amigo). Homenagens a figuras que o poeta admira, próximas ou distantes, de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, de Machado de Assis a Charles Chaplin.
* O Choque Social. O espaço social onde se expressa o indivíduo e as suas limitações face aos outros.
* O Amor: Nada romântico ou sentimental, o amor em Drummond é uma amarga forma de conhecimento dos outros e de si próprio
* A Poesia. O fazer poético aparece como reflexão ao longo da sua poesia.
* Exercícios lúdicos, ou poemas-piada. Jogos com palavras, por vezes de aparente inocência naïf.
* A Existência: a questão de estar-no-mundo.

DENTRE MUITAS OBRAS POÉTICAS E PROSA ....A MAIS FASCINANTE "O ÁPORO"...DO LIVRO (A ROSA DO POVO)




O ÁPORO



Um inseto cava


cava sem alarme

perfurando a terra

sem achar escape.



Que fazer, exausto,

em país bloqueado,

enlace de noite

raiz e minério?



Eis que o labirinto

(oh razão, mistério)

presto se desata:



em verde, sozinha,

antieuclidiana,

uma orquídea forma-se.



Poema




Um inseto cava cava sem alarme perfurando a terra sem achar escape.



Que fazer, exausto, em país bloqueado, enlace de noite raiz e minério?



Eis que o labirinto (oh razão, mistério) presto se desata:



em verde, sozinha, antieuclidiana, uma orquídea forma-se.

 Significado



Tem diversos significados, desde sem saída (da sua origem grega), e sua variação problema difícil de se resolver, até uma espécie de inseto, passando também por um tipo de orquídea. Cada estrofe do poema transcrito acima se foca em um significado da palavra áporo.



A primeira corresponde ao inseto, que cava sem alarme perfurando a terra.



A segunda estrofe fala da aporia, que corresponde a um problema quase sem solução.



A última trata da orquídea.

 Análise



Pode-se analisar o poema como sendo um exemplo de dialética, o qual inicia-se com uma tese (ou fato) seguida por uma antítese (ou negação dessa tese) e por fim apresenta uma síntese, que é a convivência paradoxal dessas duas idéias. Assim, cada estrofe representa também um dos passos descritos. O inseto que cava insistente, porém pacíficamente, sem achar saída da terra é a tese. É seguida por uma antítese, que nega a pacificidade do bichinho, tornando sombrio e sem saída seu ambiente e futuro. Por fim, nasce uma orquídea antieuclideana (contra o criador da geometria, Euclides de Alexandria, o que indica que nasce contra todas as leis da geometria, ou do que se esperava), que é apresentada como a salvação, a solução, em meio ao escuro, à noite.



Por diversas vezes flores são símbolos de solução nos poemas deste livro. No poema "A Flor e a Náusea" também uma frágil flor nasce da loucura, num ambiente inóspito.





Política



Percebe-se ainda no poema uma crítica à situação política do Brasil na época. O livro foi escrito num contexto da ditadura de Getúlio Vargas, a qual o escritor era contra. Neste poema em específico a referência ao contexto histórico está no trecho em país bloqueado, no qual a terra que o inseto cava se confunde com o próprio Brasil.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

OLHA SÓ QUE INTERESSANTE "MEU EU EM VC" BY ...VITOR E LÉO...




MEU EU EM VC

Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar
Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu
Eu sou o teu segredo mais oculto
Teu desejo mais profundo, o teu querer
Tua fome de prazer sem disfarçar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar
Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor
Eu sou tua saudade reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor
Sou teu ego, tua alma
Sou teu céu, o teu inferno, a tua calma
Eu sou teu tudo, sou teu nada
Minha pequena, és minha amada
Eu sou o teu mundo sou teu poder
Sou tua vida, sou meu eu em você


NOTA: A letra da Canção "Meu eu em vc" ..a estrutura da narrativa é toda em primeira pessoa...narrador onisciente...onipresente..e personagem enfatizado pelo eu-lírico ...inserido dentro do texto poético...!!!MARAVILHOSO!!!!

POESIAS DO AMIGO ♰Night Anjo♰:


"Meu corpo flutua no vazio do espaço

Meu espírito está livre,

Meus olhos estão fechados

Mas vejo através dos mundos

E ouço no silêncio todos os sons da Criação.

Não mais estou viva,

Estou de volta ao Nada original

No qual tudo foi gerado.

Sinto o pulsar da Vida,

Cada vez mais distante,

Enquanto aos poucos

Minha consciência se esvai e,

Lentamente, torno-me Uma

Com o Universo novamente."
 
by:♰Night Anjo♰:
 
 
NOTA: Texto poético ..neo romântico...com traços góticos .mesclados com
a estética simbolista(tais como elementos do universo e a morte no sentido de libertação) ..enfatizando ....o "eu-lírico" ...interagindo com símbolos
que remete a alma e a consciência ...!!!excelente texto...




NOITES NA TAVERNA...


Noite na Taverna é uma obra de Álvares de Azevedo publicada postumamente no ano de 1855 em uma coletânea de textos do autor em dois volumes. De tons trágicos e cheia de fantasia, a obra é uma autêntica representante da escola byroniana do Romantismo no Brasil.



NOTA:
O livro está dividido em sete capítulos. O primeiro capítulo faz uma introdução, traça o cenário (uma taverna) e apresenta os personagens. O último finaliza a história anterior e o livro simultaneamente, dando um caráter de realidade às histórias narradas pelas cinco personagens. O diálogo inicial entre Satã e Macário, que é o final de outro livro de Álvares de Azevedo, Macário, demonstra que o que se vai ler é algo cheio de vícios. Além disso, uma característica da obra é a visão idealizada do amor, pois só o amor seria capaz de corrigir todos os males.



Reunidos em uma taverna, as personagens, descrentes com a vida e o amor, cheios de vícios e amantes do vinho, definem-se como libertinos, admiram Don Juan e contam "histórias sanguinolentas" envolvendo o amor e crimes do passado, todas com fim trágico. Representação de que o amor e a vida não valeria.



O livro é composto por três básicas características:



Amor: histórias macabras de paixões que não deram certo.

Morte: crime e violência. Em todos os capítulos há o tema da morte por amor.

Bebida: ao se lembrarem das dolorosas lembranças, as personagens vão se embriagando; com isso parte de sua dor é suavizada.

Citação: "É preferível morrer por amor que viver sem ele."

PEQUENO RESUMO DA OBRA ENFATIZANDO CARACTERÍSTICAS BYRONIANAS
Solfieri


No segundo capítulo, Solfieri conta uma história de quando estava na Itália, em Roma. Em uma noite chuvosa, ele se depara com um vulto chorando em uma janela. Percebe ser uma bela mulher. Ela deixa a casa e ele a acompanha até um cemitério próximo. Lá, a mulher chora ajoelhada diante de uma lápide enquanto Solfieri adormece.



Um ano se passa quando o narrador, vagando pelas ruas de Roma após uma noite de orgia, adentra sem saber como uma igreja. Vê um caixão. Quem está deitado é a mulher do cemitério. Após perceber que ainda vivia, ele tenta carregá-la pela cidade, em estado catatônico, ou seja, não morta. Chegando em casa, a mulher morre dois dias e duas noites depois, de uma febre muito alta. Solfieri a enterra em seu quarto e encomenda uma estátua da defunta.



Amor: Solfieri encontra a bela dama, que estava no sono da morte, mas ainda vivia.

Morte: a mulher que Solfieri salvou de ser enterrada viva morre dois dias e duas noites depois, de febre altíssima.

Bebida: no conto Solfieri estava embriagado de vinho, e embriaga seus colegas que chegam para que possa cuidar da bela donzela


 Bertram


Bertram, um ruivo, conta seu caso de amor por uma espanhola de Cádiz chamada Ângela. Eles têm um caso amoroso, quando o pai de Bertram, na Dinamarca, adoece e chama o filho. Ele vai, só retornando dois anos depois. Nesse meio tempo, Ângela casa-se e tem um filho. Os dois tentam continuar seu caso amoroso, mas o marido descobre tudo. Antes que o marido a mate, ela mata a ele e ao pequeno filho, fugindo com Bertram.



Um dia, sem maiores explicações, ela o deixa. Ele passa a viver desesperado tentando esquecê-la, até que cai às portas de um casarão e é atropelado por uma carruagem, sendo socorrido pelos donos da casa. O dono da casa é um velho e tem uma filha de dezoito anos. Bertram e a moça decidem fugir juntos, mas ele logo se entedia dela e a vende em um jogo de cartas para um pirata. A moça envenena o pirata e se joga nas águas do oceano.



Na Itália, o narrador decide suicidar-se, mas quando vai fazê-lo é salvo por um marinheiro a quem mata sem o querer. Bertram passa algum tempo no navio, uma corveta, o suficiente para conhecer a esposa do capitão e apaixonar-se por ela, sendo correspondido.



Em meio a esse caso amoroso, o navio é atacado por piratas e afunda, não sem fazer o outro afundar também. Da tripulação salvam-se o capitão, sua mulher, o narrador e dois marinheiros, todos em uma jangada. Após algum tempo, sem água e sem comida, tendo os dois marinheiros sido levados pelo mar, os três tiram a sorte para ver qual morrerá e servirá de alimento para os outros. O capitão perde, mas não aceita seu destino e luta por sua vida. Ele perde a luta e Bertram e a esposa comem o capitão pela falta de alimentos, mantendo-se por dois dias. Quando os dois já estão na praia, já fracos pela fome, a mulher pede por um último momento de amor antes de sua morte, e Bertram acaba sufocando-a por temer a morte.



Amor: primeiro Ângela, depois a jovem de dezoito anos e por último a mulher do capitão.

Morte: Ângela matando o marido e o filho; Bertram tenta se suicidar mas acaba matando quem o salva; e ainda há o capitão e os outros dois marujos que servem de alimento à ele e a mulher do capitão (fora os outros que morreram: tripulação o navio, os piratas, etc.)

Bebida: no meio da narrativa há uma interrupção, onde diz "Olá mulher, taverneira maldita, não vês que o vinho acabou-se?" Em meio disso aparece um velho e eles brindam a morte.




 Gennaro


Ele tinha dezoito anos e era aprendiz de um pintor chamado Godofredo Walsh. Apaixonado pela esposa do mestre, Nauza, uma mulher de vinte anos, era amado por Laura, a filha do pintor. Laura engravida dele mas quando lhe propõe casamento, ele se esquiva. Desgostosa, ela acaba morrendo de depressão, levando o bebê consigo.



O pai, sem nada saber, passa a visitar o quarto da filha todas as noites e, por isso, Gennaro passa a dormir com a mulher dele. O velho faz Gennaro confessar tudo numa noite. Dias depois, o leva para um barranco e tenta matá-lo. Gennaro, no entanto, sobrevive à queda e decide voltar - primeiro para pedir perdão, depois para se vingar. Chegando à casa do pintor, encontra sua amada Nauza e o pintor mortos.



Amor: Gennaro por Nauza; Laura por Gennaro.

Morte: Laura morre de depressão; Godofredo mata a mulher e a si mesmo.

Bebida: não há neste capítulo.

 Claudius Hermann

Claudius Hermann é um apostador e é em uma corrida de cavalos que ele vê pela primeira vez a bela duquesa Eleonora, por quem se apaixona. Depois, no teatro, a reencontra e passa a segui-la durante uma semana, querendo possui-la.



Uma noite, suborna um criado para que o deixe entrar e ficar durante uma hora, além de conseguir uma chave do quarto. Ele a deseja tanto que coloca um sedativo no vinho dela e assim, aproveita-se da duquesa, voltando várias vezes.



Em uma dessas noite, o marido dela, o Duque Maffio, também bebe um pouco do narcótico. Claudius, que estava decidido a matá-lo, muda de idéia e a sequestra. Ao chegarem a uma estalagem, no outro dia, ela acorda e ele lhe conta tudo, forçando-a a ficar com ele. Sem opção, ela aceita. Alguns dias depois, quando Claudius volta para casa, encontra ela e seu marido mortos sobre a cama.



Amor: ele a vê na corrida e apaixona-se por ela, seguindo-a e desejando possui-la.

Morte: Claudius volta para casa dela e encontra ela e o marido mortos sobre a cama.

Bebida: ele se aproveita da duquesa colocando um sedativo em seu vinho, chegando, sem intenção, a colocar no vinho do marido dela também.

Johann

A história narrada por Johann tem início em uma taverna. Ele estava jogando bilhar e estava perdendo, enquanto para seu adversário, um rapaz louro chamado Arthur, faltava apenas uma. Na sua vez de jogar, Arthur esbarra na mesa, desviando a bola e Johann perde. Irritado, ele desafia o rapaz para um duelo de morte e o outro aceita. Partem para um hotel para pegar as armas e aí o louro escreve dois bilhetes. Vão para uma rua erma e mal iluminada.



Lá, cada um escolhe uma arma, apenas uma das quais estando carregada. Atiram. Arthur cai e pede que Johann pegue os bilhetes, um endereçado à mãe do perdedor e outro à sua amante, contendo um endereço e uma hora marcada, acompanhado de um anel. Johann resolve se passar pelo outro no encontro marcado.



Ele dorme com a amante do defunto e quando se retira do quarto pela manhã, é atacado por um vulto. Há uma luta, os dois rolam escada abaixo e ele mata o vulto. Arrastando-o para a luz, descobre que o vulto era seu irmão, e a moça com quem dormira, sua irmã.



Amor: ele vai ao encontro da amante do seu adversário, o qual ele matou, e dorme com ela.

Morte: em uma briga de jogo, ele desafia seu adversário para um duelo de morte e este é assassinado, após passar a noite com sua irmã, Johann mata o irmão

ÁLVAREZ DE AZEVEDO



Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultra-Romântica, Byroniana ou Mal-do-século), contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro, autor de Noite na Taverna.

Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental.

Durante o curso de Direito, traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos.

Ao contrário do que a maioria pensa, nunca teve tuberculose. O que deu fim real a sua vida foi um tumor na fossa ilíaca que piorou depois de sua queda de cavalo, aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras.

Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999).

Suas principais influências são: Lord Byron, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset.

Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética.

É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira.

Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento.

Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

OBRAS

1853 Poesias de Manuel António Álvares de Azevedo, Lira dos Vinte Anos (única obra preparada para publicação pelo autor) e Poesias diversas;
1855 Obras de Manuel António Álvares de Azevedo, primeira publicação da sua prosa (Noite na Taverna);
1862 Obras de Manuel António Álvares de Azevedo, 2ª e 3ª edições, primeira aparição do Poema do Frade e 3ª parte da Lira.
1866 O Conde Lopo, poema inédito.
Merece um destaque especial a "Lira dos Vinte Anos", composta de diversos poemas. A Lira é dividida em três partes, sendo a primeira e a terceira da Face Ariel e a segunda da Face Caliban. A Face Ariel mostra um Álvares de Azevedo ingênuo, casto e inocente. Já a Face Caliban apresenta poemas irônicos e sarcásticos...

domingo, 25 de outubro de 2009

POESIAS DO AMIGO DARK ANGEL...


THE ILUSION:



me sinto sozinho

esse e meu legado

nao há como fugir dele

Que me acompanhe

essa e minha solidão

vivo com medo

anjos das sombras vem comigo andar

tenho medo de morrer

mais e minha única libertacão

sozinho aqui estou de novo

sem saber onde andar

vivo sofrendo meu legado



sempre sofrendo

sempre sofrendo

passo a vida cheia de ilusoes

sempre sofrendo

sempre sofrendo

essa é minha vida

cheia de confrontos

cheia de sofrimentos,sem saber para onde caminhar

aqui estou cheio de ilusões sempre sofrendo



aqui estou sempre confrontando

aponto meus erros

mais sem ver o futuro adiante

aqui estou

um túmulo vazio



sempre sofrendo

sempre chorando

sempre me confrontando

minha alma chora

meu coracão sangra

cheio de ilusões

ilusões sem fim


BY:DARK ANGEL

NOTA: O texto poético ...é neo romântico com traços da literatura gótica...suas principais características..é a presença do eu-lírico .....pessimismo....em relação ao sofrimento....que o fortifica ...a intensa espera...da felicidade através so ultra-romantismo ..a presença de aspectos da morte tal como "túmulo" enfatiza traços góticos........




Com o olhar de uma alma


a minha vida

deichou -me

arrancou me do peito

e da alma

a mais bela

e linda lagrima

lagrimas vermelhas

vermelhas como rosas

de um jardim

de sofrimento

olhe meus olhos de sangue

olhe o anjo que sempre

te iluminou

que nunca desistiu de voce

que sempre te aconpanhou

agora sofra com essas lagrimas

que derramo em seu tumulo

um tumulo que sempre

orei

pois quando vivia nao consegui fazer

lagrimas nao te acordaram

nem te libertaram da sua prisao

eterna

mais elas te dirao

que ainda te amo

te espero

e te quero

para todo o sempre

e esperarei

te encontrar

sem precisar

chorar as mesmas lagrimas

de sangue que chorei por toda a vida

esperando voce me amar
 
 
BY DARK ANGEL...
 
 
 
 


ESSE VÍDEO DO FILME A NOIVA CADÁVER RETRATA O TEXTO POÉTICO
EM QUESTÃO..INTERAGINDO COM O FUNDO MUSICAL "JOIN ME IN DEATH" (H.I.M)..

LETRA E TRADUÇÃO DA CANÇÃO AO FUNDO DO VÍDEOCLIP....



Join Me.....(H.I.M)



Join Me



Baby join me Baby junte-se a mim

Baby join me Baby junte-se a mim

Baby join me Baby junte-se a mim

We are so young Nós somos tão jovens

our lives have just begun Nossas vidas acabaram de começar

but already we're considering Mas nós já estamos considerando

escape from this world Fugir deste mundo

and we've waited for so long E nós temos esperado por tanto tempo

for this moment to come Para esse momento chegar

was so anxious to be together Desejamos tanto em estar juntos

together in death Juntos na morte

Won't you die tonight for love Você morreria esta noite por amor?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Won't you die Você morreria?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Won't you die tonight for love Você morreria esta noite por amor?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

This world is a cruel place Este mundo é um lugar cruel

and we're here only to lose E nós estamos aqui apenas para perder

so before live tears us apart let Então antes qua a vida nos separe

death bless me with you Deixe que a morte me abençoe com você

Won't you die tonight for love Você morreria esta noite por amor?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Won't you die Você morreria?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Won't you die tonight for love Você morreria esta noite por amor?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

this live ain't worth living Esta vida não vale a pena viver

this live ain't worth living Esta vida não vale a pena viver

this live ain't worth living Esta vida não vale a pena viver

this live ain't worth living Esta vida não vale a pena viver

Won't you die tonight for love Você morreria esta noite por amor?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Won't you die Você morreria?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Won't you die tonight for love Você morreria esta noite por amor?

Baby join me in death Baby junte-se a mim na morte

Baby join me in death baby junte-se a mim na morte

POESIAS DIVERSAS.....


ISMÁLIA
(poesia simbolista)


Alphonsus de Guimaraens



Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.



No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar...



E, no desvario seu,

Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,

Estava longe do mar...




E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,

Queria a lua do mar...



As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par...

Sua alma subiu ao céu.......

Seu corpo desceu ao mar.....


RÁPIDO COMENTÁRIO:  Essa poesia maravilhosa de Alphonsos de Guimaraes....é da estética SIMBOLISTA...suas principais características são os símbolos (lua ..torre ..mar ...) .e...fuga da realidade pessoal / encontro do seu próprio "eu"....nos devaneos de Ismália!!! ...obs: todas poesias simbolistas refletem idéias do Psquiatra e psicologo "FREAUD".........



ALGUMAS IMAGENS SUBLIMINARES

 Na primeira imagem subliminar é um dos locais da Disney o qual nos chamam a atenção é da imagem da fadinha que visualizamos ao topo do castelo.........
a segnda imagem subliminar que o logotipo do homem aranha ..em duas faces a negra(mal) e vermelha (bem) uma querendo tomar conta da outra...na terceira imagem subliminar percebemos um vão entre duas árvores...se olharmos bem de perto avistamos a silhueta de um homem........


NOTA: A visão subliminar é importante porque possibilita as várias visões de uma leitura em códico..oral ..escrita ou qualquer outro tipo de informação extra/intra-intrapessoal  em comunicação de uma forma geral......

MENSAGEM SUBLIMINAR

As pessoas são capazes de perceber mensagens subliminares, particularmente se seu teor é negativo, diz um estudo britânico.

Em três experimentos realizados por pesquisadores da University College London, de Londres, participantes foram expostos, durante curtos períodos de tempo, a imagens que continham palavras neutras, negativas ou positivas.

As palavras apareciam de forma camuflada, ou seja, não eram facilmente identificáveis. Após observar as imagens, os voluntários tinham de classificá-las, dizendo se elas sugeriam alguma emoção ou não.

No final, os participantes foram capazes de categorizar corretamente 66% das palavras negativas subliminares em comparação com apenas 50% das positivas.

Flor, agonia, orelha

Os autores do estudo, publicado na revista científica Emotion, disseram que a habilidade de reagirmos a sinais sutis nos ajuda a evitar o perigo.
Mensagem Subliminar: Breve Histórico
# 1957:Especialista em pesquisas de mercado James Vicary disse que imagens subliminares projetadas em uma tela de cinema em New Jersey tinham feito com que o público comprasse mais comida e bebida
# Vicary criou o termo ”propaganda subliminar”
# Em 1958, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália proibiram a prática
# 1962: James Vicary admitiu ter falsificado os resultados do seu estudo
# 1974: Apesar da falta de evidências de que mensagens subliminares funcionem, a ONU declarou que seu uso é uma séria ameaça aos direitos humanos
# 1985: Joe Stuessy disse ao senado americano que eram necessárias mais pesquisas sobre o uso de mensagens subliminares em música heavy metal
# 1990: A banda Judas Priest foi levada para o tribunal pelos pais de meninos que se suicidaram após ouvir os discos da banda. O Judas Priest disse que se quisesse incluir mensagens subliminares em seus discos, elas seriam usadas para dizer às crianças que comprassem mais CDs

Nos experimentos, a cientista Nilli Lavie, da University College, mostrou aos 50 participantes uma série de palavras em uma tela de computador.

Cada palavra aparecia na tela por apenas uma fração de segundo – tempo tão pequeno que não permitia que o participante conscientemente lesse a palavra.

As palavras eram positivas (alegre, flor, paz), negativas (agonia, desespero, assassinato) ou neutras (caixa, orelha, chaleira).

Após ver cada palavra, os participantes tinham de dizer se ela era neutra ou tinha impacto emocional (positivo ou negativo) e quão confiantes estavam em relação a sua escolha.

Os pesquisadores verificaram que os participantes tendiam a responder mais precisamente após ser expostos a palavras negativas mesmo quando acreditavam que estavam apenas adivinhando suas respostas.

Evolução

“Nós demonstramos que as pessoas são capazes de perceber o valor emocional de mensagens subliminares e provamos conclusivamente que as pessoas são muito mais sensíveis a palavras negativas”, disse Lavie.

“Claramente, responder rapidamente a informações emocionais é vantajoso do ponto de vista evolutivo.”

“Não podemos esperar que o consciente entre em ação se vemos alguém correndo em nossa direção com uma faca ou se estamos dirigindo em meio à neblina e vemos um aviso de perigo.”

A pesquisadora disse que seu trabalho pode ter aplicações em campanhas de marketing: “Palavras negativas podem ter impacto mais rápido”, disse.

O slogan “Mate a sua Velocidade”, por exemplo, pode funcionar melhor do que “Diminua”, ela sugere.

Entretanto, o especialista em psicologia do marketing Paul Buckley, da Cardiff School of Management, no País de Gales, disse que não há evidências de que mensagens subliminares funcionam em situações reais do dia a dia.

“Em termos práticos, este (experimento) não reflete necessariamente o que aconteceria na vida real”.

Fonte: BBC

***

Não existe nenhuma dúvida sobre a existência e aplicação da Mensagem Subliminar no meio da arte musical,visual, na propaganda, no desenho,etc..

O que sempre foi polêmico é o uso desta prática no entretenimento,principalmente com centenas de comprovações oriundas de experiências feitas em Bandas de Rock pesado e se ,de fato, esses experimentos são capazes de influenciar os ouvintes.

A questão é esta: influencía?

Que existe e é usada eu não tenho dúvidas e de que, paralelo à técnica principalmente na música e no cinema, caminha de forma muito próxima uma presença e atuação maligna,também não tenho dúvidas.

A noticia acima foi publicada pela BBC e não tem nenhuma associção com uma certa “percepção religiosa fundamentalista” como gostam de dizer os criticos da Igreja que preferem negar ou minimizar quando o tema não cabe dentro de sua visão de mundo e não se coaduna com o mundo materialista sem dimensão espiritual em que vivem,ou melhor,sobrevivem..

Na internet tem centenas de “provas” desta realidade em sites e blogs,basta colocar nos mecanismos de busca as palavras “Mensagem Subliminar”.

Não nego também que tem algumas supostas “comprovações” de mensagens subliminares que me parecem forçadas e se precisa de muita boa vontade para concordar com as supostas mensagens.

Tem alguns que demonstram uma certa neurose vendo mensagem subliminar até em “Parabens prá você”..

Também não creio emTODOS os supostos “pactos” feitos por alguns artistas,embora em outros suas vidas e pronunciamentos pareça confirmar que,de fato é verdade o que falam por aí.

Particularmente gosto de,paralelo à mensagem,observar outros elementos que dão força,ou não, à veracidade das mensagens como o nome da banda, a letra das músicas- algumas tão claramente Satânicas que torna-se desnecessário até o uso destas mensagens – a imagem pública dos artistas e seus estilos de vida publicamente conhecidos, seus shows e suas entrevistas que referendam que PARECE SER VERDADE MESMO O QUE A MENSAGEM TRANSMITE E DE QUE DEVEMOS, COMO CRISTÃOS, NOS ABSTER DE OUVIR e de alguma forma apoiar quem canta o mal e estimula a violência, o suicidio, a morte,a dor,as drogas, o sensualismo, o sexo utilitarista,a revolta, a pornografia,a agressividade, os duplos sentidos e os palavrões explicitos , a critica à Igreja e a Deus,dentre outras “pérolas” que, mais do que refletir a realidade como dizem seus defensores, nivela o lazer e a diversão por baixo levando a sociedade a encarar como normal aquilo que é -infelizmente- comum.

Nem tudo que é comum é bom;não é o fato de todo mundo gostar ou fazer que o erro é legitimado.

Neste nosso mundo a verdade não é muito valorizada e quase sempre trocada pela “democratização e amplitude do comportamento como referência última de bem e “verdade”.

São Paulo nos afirma com muita sabedoria que ” tudo nos é licito mas nem tudo nos convem”.

Não posso, por uma questão de coerência com meus valores cristãos, me expor a tudo quanto que é lixo com nome de música,novidade,moda ou coisas afins,mesmo que ache bonito ou “todo mundo curta”.

O meu gosto musical também revela meus valores e os confirma (ou não).

Nossa atenção se faz necessária portanto para ” detalhes” como esse da mensagem subliminar, sem tá vendo o demônio em tudo, mas sem também ter a idéia ingênua e antievangélica de que isso não existe e de que não me atinge.

sábado, 24 de outubro de 2009

WUTERING HEIGHTS...VERSÕES ORIGINAL E MTV...




CANÇÃO DE KATE BUSH ..RESSALTA O ENREDO...






WUTHERING HEIGHTS

Morros tempestuosos
Artista: Kate Bush/Angra
Tema do filme ? O morro dos ventos uivantes?


OUT ON THE WILEY, WINDY MOORS
Lá fora sobre vale, nos pantanos ventosos
WE?D ROLL AND FALL IN GREEN
Nós rolávamos e brincávamos na grama
YOU HAD A TEMPER LIKE MY JEALOUSY
Você tinha um temperamento parecido com o meu ciúmes
TOO HOT, TOO GREEDY
Muito ardente, muito ambicioso
HOW COULD YOU LEAVE ME?
Como você pôde me abandonar
WHEN I NEEDED TO POSSESS YOU
Quando eu precisava te possuir
I HATED YOU, I LOVED YOU TOO
Eu te odiei e ao mesmo tempo te amei
BAD DREAMS IN THE NIGHT
Sonhos horrendos à noite
THEY TOLD ME I WAS GOING TO LOSE THE FIGHT
Eles me disseram-me que eu não resistiria
LEAVE BEHIND MY WUTHERING, WUTHERING, WUTHERING HEIGHTS
Deixe prá trás meu morro, meus morros tempestuosos
HEATHCLIFF, IT?S ME, CATHY, COME HOME
Heathcliff, sou eu, sua Cathy, voltando para casa
I?M SO COLD
Eu estou tão gelada
LET ME IN YOUR WINDOW
Deixe-me entrar em sua janela

OH, IT GETS DARK, IT GETS LONELY
Oh, está escuro, está solitário
ON THE OTHER SIDE FROM YOU
Aí do seu lado
I PINE A LOT
Eu anseio tanto
I FIND THE LOTS FALLS THROUGH WITHOUT YOU
Eu passei tantos outonos sem você
I?M COME BACK LOVE, CRUEL HEATHCLIFF
Eu estou voltando meu amor, meu cruel Heathcliff
MY ONLY DREAM, MY ONLY MASTER
Meu único sonho, meu único senhor
TOO LONG I ROAM IN THE NIGHT
Há muito termpo eu vagueio pela noite
I?M COMING BACK TO HIS SIDE TO PUT IT RIGHT
Estou voltando para o seu lado para endireitar as coisas
I?M COMING HOME TO WUTHERING, WUTHERING
WUTHERING HEIGHTS
Eu estou voltando para casa, para os morros tempestuosos
HEATHCLIFF, IT?S ME, CATHY COME HOME
Heathcliff, sou eu, Cathy, de volta pra casa
I?M SO COLD
Estou tão fria
LET ME IN YOUR WINDOW
Deixe-me entrar por sua janela
OH, LET ME HAVE IT, LET ME GRAB YOUR SOUL (2X)
Oh, deixe-me possuí-lo, deixe-me arrebatar a sua alma
YOU KNOW, IT?S ME, CATHY
Voceê sabe, sou eu, Cathy
HEATHCLIFF, IT?S ME, CATHY COME HOME
Heathcliff, sou eu, Cathy, de volta pra casa
I?M SO COLD
Estou tão fria
LET ME IN YOUR WINDOW
Deixe-me entrar por sua janela

HEATHCLIFF, IT?S ME, CATHY COME HOME
I?M SO COLD
LET ME IN YOUR WINDOW....

SOBRE A OBRA WUTHERING HEIGHTS

O   romance começa com uma narração de um visitante para os Yorkshire Moors. A Sra. Dean, outra participante activa na narração


da história, dá toda a informação acerca dos personagens. A sensação que temos ao ler este livro é de estarmos a assistir a um filme. A história recua no tempo, para depois voltar ao presente - onde tinha sido deixada. O herói da história, Heathcliff, é mostrado como alguém com um coração de pedra, cruel, e que amava Catherine, a filha dos Earnshaws. Heathcliff havia sido adoptado pelo pai de Catherine, e após a sua morte Heathcliff foi enganado pelos irmãos Earnshaw. Foi tratado como um criado da casa. Devido a ocorrências inevitáveis, Catherine casa-se com Edgar Linton, que era rico. Mas a paixão de Heathcliff por Catherine não diminuiu: ele apaixonou-se ainda mais, passando a estar disposto a tudo para a ter. Ele era capaz de ver que Catherine não estava feliz com Linton, e começou a descarregar a sua raiva nas pessoas que viviam com ele - esquecendo-se de ser feliz. Ele desejava a sua própria morte, para que pudesse juntar-se a Catherine no Céu. Quando ouviu rumores da morte de Catherine, ficou destroçado e um dia passou a noite toda fora de casa. Chovia torrencialmente, e Heathcliff estava sem abrigo, completamente encharcado. Como consequência, Heathcliff adoeceu gravemente e morreu nessa mesma noite. Dean disse a Lockwood que havia um sorriso no rosto de Heathcliff quando morreu, como se estivesse feliz por se juntar a Catherine. Na obra, as descrições de Emily - tanto das paisagens como das personagens - são impressionantes. A linguagem utilizada pela autora é excelente, uma vez que pode ser compreendida por leitores de todas as idades.